quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Artes Visuais

A idéia de fazer artes surgiu depois de fazer o curso de fotografia, nuna fui ligado antes a essa área, entretanto, esse curso me abriu as portas para um mundo que jamais poderia imaginar, o primeiro contato com artes foi em uma visita ao Centro de artes Hélio Oiticica, uma artista plastico contemporânea que faz uma arte que o espectador consegue entrar na arte, fazer parte dela, sentir ela, é muito lindo. A pedido do jornal O Globo eu fiz um vídeo mostrando a nossa visita.
 Visita ao centro de artes Hélio Oiticica

 

Adorei minha carga horária, dia 2 vou lá fazer a matrícula nas matérias, devo começar do dia 14 de março, não vejo a hora.
 

Toda história tem um começo

Todo começo é igual, o nascimento, a partir daí surge as variações, então vamos lá.

Nasci em 15 de abril de 1988 em uma clínica em Santíssimo, um bairro da Zona oeste do Rio de Janeiro, tudo ocorreu com tranqüilidade, se não fosse por uma anemia que minha mãe teve enquanto me gerava, isso é óbvio passou para mim, se vocês perceberem não há fotos minhas ainda bebe, isso se deve que a até 1 ano de idade eu fiquei internado com problemas de anemia e desnutrição, quando eu estava com um pouco mais de 1 ano, minha mãe achou uma enfermeira que receitou um remédio para minha doença, uma pessoa que não tinha muito conhecimento de medicina, mais suas palavras salvaram minha vida, contudo tudo tem sua contra indicação, resumindo, comecei a engordar, descontroladamente, passei de mim bebe magro para um criança gorda e assim fiquei até meus 19 anos.





Fui criado em um lar evangélico, minha mãe era batista e eu conseqüentemente também era, mais até eu mesmo não sabia o porque disso, meu pai sempre deixou a minha criação para minha mãe, então não tive muito acesso ao mundo "mundano' no qual ele vivia, esse mundo evangélico me acompanhou até meus 18 anos, fazia várias coisas na igreja, aos 12 anos fui batizado, participei de acampamentos, retiros, fiz parte do coral, equipe de louvor é incrível que todas as mães falavam para a mim que queriam que seus filhos fosse, iguais a mim, uma pessoa séria e dedicada com a obra de Deus, mais realmente isso é verdade, eu fazia com amor sempre, com prazer, esse era o meu mundo. quando eu completei 18 anos, algumas coisas mudaram, algumas coisas internas na igreja fizeram que eu me entristecesse, dentro da igreja, mais eu acho que comecei a me afastar desse mundo, nem sei qual foi o primeiro motivo, mais comecei.






Entrei para o pré-vestibular aos 19 anos, estudei muito, existia uma pressão muito forte em casa para que eu desse um rumo na minha vida, eu já tinha repetido algumas vezes o ensino médio, nunca fui muito de estudar em toda minha vida, então no pré- vestibular tive que recuperar o tempo perdido, esse ano foi um ano especial, pois foi a primeira vez que eu percebi que a religião não era nada e eu só iria conseguir alguma coisa correndo atrás, estudando, me dedicando, meu sonho era passar para arquitetura, ainda é meu sonho, mais infelizmente eu não passei, mais atualmente não penso infelizmente, passar para história foi ótimo, passar para o unirio foi melhor ainda, eu acho que isso foi a melhor coisa que me aconteceu, eu não posso falar daquilo que não me aconteceu.


Comecei a fazer história no ano de 2009, eu não sabia o certo que estava me aguardando, mais antes disso, em 2007 meus pais se separaram, minha mãe foi morar sozinha em Niterói e meu pai ficou em Campo Grande, o bairro aonde fui criado, também na ZO do Rio, como em 2008 eu fui fazer o pré, preferi fazer em Campo Grande, lá eu teria ajuda do meu pai, financeiramente, então no ano de 2008 eu morei com ele, isso foi ótimo, porque foi a primeira fez que eu saí de perto da minha mãe, nós éramos muito ligados um ao outro, então eu tive que viver a minha vida, meu pai nunca foi muito de ficar em casa e de família, então eu tive que me virar, aprender a cozinhar, a lavar minhas roupas a sair sozinho, resolver meus problemas, acho que isso foi essencial para o meu crescimento. Em 2009 quando finalmente passei no vestibular fui morar novamente com minha mãe em Niterói, já estava um pouco mudado, mais ainda continuava muito ligado a religião e a Deus, então nas minhas férias de 2009 a um ano atrás, entrei novamente na igreja, eu não ai a igreja desde 2007, então por livre espontaneidade voltei, comecei a freqüentar uma igreja em Niterói chamada Bola de neve, uma igreja mais liberal que eu já vi, eu achava que eu não era o único maconheiro da igreja, tinha uma galera que tinha cara que curtia o boldo, mais mesmo assim, não voltei para igreja por isso, tinha alguma coisa que ainda me fazia estar lá, uma necessidade de entender a mim mesmo, que só a religião podia me oferecer.






Em abril finalmente minha aulas começaram e por causa dos horários parei de freqüentar a igreja, também pela euforia, não queria saber de igreja mais, estava muito feliz em poder pela primeira vez ir à faculdade, ver pessoas totalmente diferentes de mim e do meio aonde eu vivia, em Campo Grande, para mim eu estava em outro mundo, tudo era diferente. Quando a euforia passou e eu comecei a levar os estudos a sério, tive algumas lições essas lições tanto por parte da graduação quanto por parte do meio aonde eu estava foram marcantes para minha vida, a confirmação que eu queria e que estava buscando, a confirmação que tudo o que eu sempre pensei que existia, tudo que eu a acreditava e seguia, era nada, isso foi um choque para mim, mais eu sempre consegui controlar muito as minhas emoções, eu sempre fui muito reflexivo sobre as coisas que em cercavam, nunca acreditei muito em algumas ideologias que a igreja pregava, eu sempre construía muito a minha própria ideologia cristã, mais nunca deixava de acreditar em Deus, em Jesus Cristo.

Assim o ano passou, e eu sempre aprendendo mais e mais e a cada dia sendo mais indagador sobre as idéias e verdades que em eram impostas, até mesmo as que meus professores falavam em suas aulas. No meio do ano, eu tomei uma forte paixão pela fotografia, senti que eu poderia me dar bem na área, então comecei a procurar um curso, todos estavam super caros, já estava desistindo quando um amigo meu da faculdade o Bruno me falou de um curso de fotografia um uma ONG, me passou o telefone, liguei, para entrar haveria uma seleção, passei, assim comecei a fazer o curso, estava adorando, mais uma oportunidade de ampliação dos meus conhecimentos, tanto que a minha próxima graduação vai ser Artes Visuais, uma das áreas que eu tenho muito acesso no curso e que eu adorei, tive algumas oportunidades de ir a peças de teatro, centros culturais e festas.



No mês de outubro foi falado no curso que teria uma mostra livre de artes, o "mola' no circo voador, eu adorei, de graça melhor ainda, tinha vários amigos que iriam, pensei, vou também, foi no final de outubro, cheguei lá com alguns amigos, estava ótima, só me faltava uma coisa, uma companhia, mesmo estando com os meus amigos, eu ainda me sentia sozinho, então meio que fui andar, distrair um pouco, ver o que a festa podia me oferecer, de repente de uma forma estranha, eu conheci o Tyrone, um cara super gente fina, que adorava Caetano e agente começou a conversar, não somente sobre Caetano mais sobre outros assuntos, eu acho que aluguei muito o seu ouvido com alguns dos meus problemas e dúvidas, mais ele os ouviu com paciência, ele era a única pessoa que me entenderia naquele momento, esse foi um dia especial, ganhei mais do que um amigo. No final do ano, eu já era uma outra pessoa, mais centrada, mais humana, eu não sei qual ai ser daqui para frente, já estamos em 2010, meu ano já começou com a minha aprovação no vestibular, ainda estou esperando mais surpresas, elas vão vir, podem ser boas ou ruins, mais uma coisa eu tenho certeza, todas vão servir para a minha evolução como ser humano e como criatura formada culturalmente que eu sou.

Saindo do Multiply para o Blogger

Resolvi sair do Multiply, acheio tudo muito estranho e difícil, quero sempre simplificar as coisas. Estou passando meus posts para o blogger, quero que sempre fiquem guardados na memória tanto virtual quando sentimental, vou fazer primeiramente uma breve descrição dos motivos que me levaram a criar o multiply, é mais uma questão de autoafirmação do que de exposição. Quero mostrar como é complicado e complexo a vida, como é dificil ser um ser humano e como é dificil mudar, não quero ser aquele que mudou, quero que saibam que o meu passado e o meu presente e o futuro sempre estarão amarados em mim.